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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sessão da tarde no Natal

Liguei a TV hoje de madrugada e o filme Milagre na Rua 34 estava na votação do Intercine. Imediatamente bateu aquela nostalgia. Saudades dos tempos de criança quando todo dia, nesse época do ano, passava um filme de Natal na sessão da tarde, e o melhor eu estava em casa para assistir.

Então fiz uma seleção de pôsteres de filmes, com temas natalinos, que costumam passar todo fim de ano na Sessão da Tarde. Devo ter esquecido vários. Se alguém lembrar de mais algum, me fala que eu incluo.









Quem nunca assistiu Esqueceram de Mim na semana do natal?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Coco Chanel e Igor Stravinsky

Essa semana fui ao cinema assistir Coco Chanel e Igor Stravinsky e posso dizer sem sombra de dúvida que foi um dos, ou talvez o melhor filme que assisti em 2010.
Não sei bem explicar porquê, mas tenho algumas suposições:

1º A Gabrielle  Chanel mostrada no longa é bem o tipo de mulher que eu imaginei ter ela sido na vida real. Independente, forte, autoritária mas sem perder a delicadeza. Uma mulher que teve pulso forte para construir o império Chanel e também a sensibilidade para criar roupas que são verdadeiras “obras de arte”. (Sim, eu considero arte a moda de alguns estilistas, mesmo que o próprio Stravinsky e muitos que lerão esse texto discordem de mim.)

2º Falando em moda, o figurino é lindíssimo, também pudera, o filme leva o nome Chanel em seu título. Mas não pára por aí, Anna Mouglalis, que vive a estilista no longa exala elegância entre pérolas, listras, taileurs e muito, mas muito preto e branco, fazendo a gente até se questionar se é necessário ter outras cores no guarda-roupa.

3º A química da estilista com o músico, foi muito bem retratada, graças a uma atuação de excelência de Mouglalis e Mads Mikkelsen tornando o filme sensual, forte, real. Duas figuras cultas, arrogantes, de temperamento nada fácil, vivendo momentos ora de uma paixão tórrida, ora de ofensas mútuas que desvendam o mais íntimo de 2 artistas que no fundo possuíam uma boa dose de carência afetiva. Um precisava da companhia do outro, isso fica evidente nas cenas intercaladas da velhice de ambos traduzindo a solidão que a ausência trouxe aos dois.



A película ainda mostra a convivência conturbada de Stravinsky, a esposa doente, os filhos e Coco sob o mesmo teto. Como a estilista desejou e procurou até encontrar a fragrância perfeita para seu perfume Chanel nº 5. A belíssima encenação do balé A Sagração da Primavera em Paris, recebido com vaias pelo público e admiração por Coco. Uma montagem de cenas que trouxe riqueza ao filme dirigido pelo belga Jan Kounen, retratando Chanel com o requinte e a maturidade que ela merece. Na minha humilde opinião, a melhor, das 3 cinebiografias já dirigidas sobre a estilista.

Moda, sexo, poder, música são algumas palavras que traduzem bem Coco Chanel e Igor Stravinsky, e claro, paixão. A paixão que nasce entre os personagens. A paixão de Coco pelo que faz, em uma cena do filme ela diz que gosta de sentir o tecido para criar, ela não fazia croquis, ela criava costurando. Paixão de Stravinsky pela música que não o deixou desistir mesmo depois de vaias e críticas severas às suas obras. Paixão que o filme deixa em seus espectadores, porque eu confesso saí do cinema apaixonada.









 Em Cartaz no Cine Metrópolis às 19h até dia 17/12/2010.









Assista ao Trailer.